MEDITAR FAZ BEM

A humildade exaltada.

March 12, 2020 Carlos Elias
MEDITAR FAZ BEM
A humildade exaltada.
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MEDITAR FAZ BEM
A humildade exaltada.
Mar 12, 2020
Carlos Elias

A HUMILDADE EXALTADA.

“...Porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado” (Lucas 18.14).

Nessa parábola do texto de hoje, Jesus fez um forte contraste entre uma vida baseada na graça de Deus, e uma outra baseada no preconceito e na exclusão.

Jesus contou essa parábola para alertar aqueles que: “...Confiavam em sua própria justiça e desprezavam os outros” (Lucas 18.9).

Dois homens adeptos de  sua prática piedosa e religiosa, estão subindo ao templo para orar (18.10). Um era religioso fariseu, e o outro desprezado por ser um coletor de impostos.

O fariseu se mostra claramente como uma pessoa que baseia sua identidade no seu próprio esforço moral e que sempre depende do outro para ser mais forte e melhor. Coisa do tipo: - Você acha que eu sou ruim, é porque você ainda conheceu fulano! – Você acha que eu faço isso errado, é porque você não sabe o que fulano faz!

O outro, busca um caminho diferente, reconhece seu pecado e sua limitação, busca a misericórdia de Deus para si e para os outros. Nas palavras de Jesus: “...Este homem, e não o outro, foi para casa justificado diante de Deus” (v.14).

Quem crê no Evangelho de Jesus, precisa professar uma verdade que aceita e pratica a misericórdia e o perdão. Que abraça a confissão e o arrependimento.

Por afirmar conhecer a verdade, (e obviamente conhece), a igreja corre o risco de seguir para o extremo de se tornar intolerante e excludente. Não temos como não afirmar a verdade e não temos como não defendê-la. A questão a ser enfrentada, é o que fazemos com essa verdade, e o que ela faz conosco.

Essa verdade nos leva a nos compadecermos das pessoas e do seu sofrimento, nos leva a interceder por elas? Nos leva a buscar favor e misericórdia de Deus para nós e para os outros? Ou essa verdade somente nos impõe a direção da dicotomia e da exclusão de tudo e todos os que são diferentes de nós?

Na dicotomia e na exclusão (in-tole-rância), todos os que são diferentes de nós são tolos. Só eu tenho acesso a verdade. Na dicotomia se firma a auto exaltação. que sempre se sustenta e se direciona para a humilhação do outro.

No Evangelho da Graça, a postura cristã é outra (totalmente diferente). Por ter sido também resgatado dos seus pecados e por ser alguém que não merece a graça de Deus, o cristão não se sente superior a ninguém e não precisa se comparar ao outro para se sentir melhor. Sua medida é Cristo.

A identidade do cristão está baseada em Jesus Cristo, que foi excluído e banido por sua causa, que amou seus inimigos e que converte os seus seguidores em pessoas que oram, abraçam e procuram alcançar os diferentes.

A humildade exaltada (justificada por Cristo) é um daqueles poderosos recursos disponíveis aos cristãos, e que muitas vezes não tem sido observado pela fé cristã. O que mais o Evangelho precisa é de pessoas que pratiquem tudo aquilo que o Evangelho os chamou para aceitar e praticar.

Que Deus nos capacite.

Carlos E S Santos.

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A HUMILDADE EXALTADA.

“...Porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado” (Lucas 18.14).

Nessa parábola do texto de hoje, Jesus fez um forte contraste entre uma vida baseada na graça de Deus, e uma outra baseada no preconceito e na exclusão.

Jesus contou essa parábola para alertar aqueles que: “...Confiavam em sua própria justiça e desprezavam os outros” (Lucas 18.9).

Dois homens adeptos de  sua prática piedosa e religiosa, estão subindo ao templo para orar (18.10). Um era religioso fariseu, e o outro desprezado por ser um coletor de impostos.

O fariseu se mostra claramente como uma pessoa que baseia sua identidade no seu próprio esforço moral e que sempre depende do outro para ser mais forte e melhor. Coisa do tipo: - Você acha que eu sou ruim, é porque você ainda conheceu fulano! – Você acha que eu faço isso errado, é porque você não sabe o que fulano faz!

O outro, busca um caminho diferente, reconhece seu pecado e sua limitação, busca a misericórdia de Deus para si e para os outros. Nas palavras de Jesus: “...Este homem, e não o outro, foi para casa justificado diante de Deus” (v.14).

Quem crê no Evangelho de Jesus, precisa professar uma verdade que aceita e pratica a misericórdia e o perdão. Que abraça a confissão e o arrependimento.

Por afirmar conhecer a verdade, (e obviamente conhece), a igreja corre o risco de seguir para o extremo de se tornar intolerante e excludente. Não temos como não afirmar a verdade e não temos como não defendê-la. A questão a ser enfrentada, é o que fazemos com essa verdade, e o que ela faz conosco.

Essa verdade nos leva a nos compadecermos das pessoas e do seu sofrimento, nos leva a interceder por elas? Nos leva a buscar favor e misericórdia de Deus para nós e para os outros? Ou essa verdade somente nos impõe a direção da dicotomia e da exclusão de tudo e todos os que são diferentes de nós?

Na dicotomia e na exclusão (in-tole-rância), todos os que são diferentes de nós são tolos. Só eu tenho acesso a verdade. Na dicotomia se firma a auto exaltação. que sempre se sustenta e se direciona para a humilhação do outro.

No Evangelho da Graça, a postura cristã é outra (totalmente diferente). Por ter sido também resgatado dos seus pecados e por ser alguém que não merece a graça de Deus, o cristão não se sente superior a ninguém e não precisa se comparar ao outro para se sentir melhor. Sua medida é Cristo.

A identidade do cristão está baseada em Jesus Cristo, que foi excluído e banido por sua causa, que amou seus inimigos e que converte os seus seguidores em pessoas que oram, abraçam e procuram alcançar os diferentes.

A humildade exaltada (justificada por Cristo) é um daqueles poderosos recursos disponíveis aos cristãos, e que muitas vezes não tem sido observado pela fé cristã. O que mais o Evangelho precisa é de pessoas que pratiquem tudo aquilo que o Evangelho os chamou para aceitar e praticar.

Que Deus nos capacite.

Carlos E S Santos.